Carla Panta | Os pais dos pequenos

“Os Pais dos Pequenos” acabaram de se instalar no GIC do nosso Agrupamento de Escolas. São novatos na área, ainda nem traçaram um rumo de colaboração… Sabem apenas que estão no Poente, onde se deseja que os Pais sejam verdadeiros parceiros da escola dos seus filhos/educandos!
Este ano, sente-se uma atmosfera ainda mais inclusiva no ar. Parece que é devida ao “Decreto-Lei nº 54/2018”, de 6 de julho. Espera-se um compromisso maior ao nível da participação dos pais ou encarregados de educação. A rubrica “Os Pais dos Pequenos” está disponível para estabelecer qualquer tipo de comunicação feliz e assertiva com aqueles!
Mas, afinal, o que são pais? E por que não responder a esta pergunta com base na perceção dos próprios filhos? Quem melhor os pode definir do que estes, que são quem com eles convive?!
Com base nesta fidedigna fonte de informação, obtive de algumas crianças em idade pré-escolar, do nosso Agrupamento, o seguinte esclarecimento:
“Os pais são pessoas que ajudam os filhos a aprender. Um pai ajuda um filho a gostar de trabalhar e uma mãe ajuda os filhos a cuidar da roupa.” (Luísa)
“Os pais são uma pessoa grande e são divertidos, mas só o pai, a mãe quase nunca brinca comigo!” (António)
“Os pais são adultos que servem para tomar conta de nós. Nós não podemos bater aos pais. Um pai é um adulto que faz coisas para nós, que nós pedimos. Uma mãe é uma adulta que faz coisas importantes e vai sempre para o trabalho o dia todo. O meu pai às vezes vai à noite.” (Rui)
“São os que cuidam das crianças, tomam conta deles. Uma mãe é a que toma conta dos filhos.” (Sérgio)
“São pessoas que têm de ir trabalhar. Um pai é um pai de uma criança e ajuda uma família. Uma mãe é a mãe de um filho ou de uma filha e cozinha para ela e brinca com ela.” (Frederica)
“São uma família para ajudar os filhos a fazer as coisas. Um pai é um amigo das crianças. Uma mãe é ser amor.” (Diogo)
Já alguma vez pensou no que significa ser-se pai?
Alexander, Jessica e Sandahl, Iben, em “Pais à Maneira Dinamarquesa” (2016) recordam-nos que “Por vezes esquecemo-nos de que ser pais, tal como amar, é um verbo. Exige esforço e trabalho para obtermos resultados positivos. Ser-se um bom pai implica uma incrível dose de autoconsciência. Implica que observemos as nossas acções quando estamos cansados, tensos e à beira do limite.” (…) E acrescentam: “Aumentar a nossa autoconsciência e tomar decisões conscientes a respeito das nossas ações e reações são os primeiros passos na direção de uma poderosa mudança de vida. É assim que nos tornamos melhores pais – e melhores pessoas. E é assim que criamos um legado de bem-estar a passar para as próximas gerações. Haverá melhor presente para dar aos seus filhos, e aos filhos dos seus filhos, do que ajudá-los a crescer para se tornarem adultos mais felizes, mais seguros e mais resistentes? Julgamos que não. E esperamos que concorde.”
Desejo, aos Pais dos Pequenos, que descubram o estilo parental que torne as nossas crianças as mais felizes do mundo!

(1) Os nomes das crianças são fictícios

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