Voluntários: um bom exemplo de correr riscos


Ana Rita Gouveia



Atualmente, existe uma separação notória entre aqueles que optam por não questionar nada daquilo que os rodeia e aqueles que não conseguem calar-se ou cruzar os braços quando não estão satisfeitos com a sua realidade. Mas, afinal, qual será a melhor opção de agir e de atuar consoante aquilo que estamos a viver?
Por um lado, todos os dias somos bombardeados com notícias que nos deixam com vontade de ajudar alguém, que nos deixam com vontade de fazer a diferença e abandonar o nosso conforto em prol de uma causa que nos preocupa ou que nos deixa desconfortáveis. Um bom exemplo de alguém que tem esse espírito para assumir os riscos por algo que acha ser injusto ou até mesmo grave, são os voluntários que partem para sítios muitas vezes longínquos para ir ajudar uma população que ficou sem nada durante um incêndio ou outra catástrofe, por exemplo. Pessoas que não se conformam com a realidade e que sentem que há algo a fazer para melhorar o mundo, ou simplesmente, a vida de alguém.
Por outro lado, muitas vezes temos de tomar uma atitude de conformismo visto que nos é impossível ajudar alguém mesmo que queiramos muito. Há situações que nos deixam extremamente preocupados mas que já não dependem da nossa ajuda para se resolverem ou minimizarem. É o caso de pessoas com doenças incuráveis. Muitas vezes somos confrontados com situações avassaladoras de crianças que estão a morrer e ficamos com um sentimento de pena e de impotência por sabermos que não há nada a fazer e que o melhor é conformarmo-nos.
Em suma, a atitude que devemos ter, seja de conformismo ou de correr riscos, depende muito da situação que temos em mãos. Às vezes podemos fazer a diferença, mas outras o melhor a fazer é aceitar e não nos martirizarmos com determinada situação.