Arriscar ou conformar-se?

Inês Craveiro

Atualmente, o ser humano é obrigado a optar entre a coragem de assumir riscos e o conformismo. O ser vivo, enquanto ser vivente, é confrontado com diversas situações ao longo do seu dia-a-dia, em que a palavra chave é a escolha ou a decisão, que mais tarde lhe trará consequências boas ou más. Coragem ou conformismo, qual delas a melhor opção?
Começando pela coragem, conceito abstrato que permite arriscar. A coragem de assumir riscos permite o crescimento pessoal e profissional e o espírito pela procura do desconhecimento, do querer mais. Por exemplo, na área do trabalho, é contratado um jovem, com pouca experiência na área, que tem o objetivo de subir na carreira e ser promovido a um cargo superior. Para isso ele terá de sair da sua zona de conforto, mesmo que saiba os riscos inerentes à sua escolha de ascensão profissional e à responsabilidade que lhe traz.
Por outro lado, o conformismo. O ser humano por si só é conformista, prefere não errar, não experimentar, porque aquilo que tem já o satisfaz. O desconhecido é algo que o intimida, o não saber os riscos que corre e o que virá com a decisão mais arrojada que toma então, prefere manter os pés bem assentes na terra. Um bom exemplo disso é uma pessoa que tirou um curso de pastelaria e que neste momento está desempregada, porque não tem trabalho na sua área, mas sabe que existe um supermercado que precisa de empregado. Porque não experimentar ficar com esse lugar? Porque nunca fez, nunca trabalhou num supermercado. Então, prefere não trabalhar do que pisar outro campo.
Concluindo, a escolha entre a coragem e o conformismo depende apenas de cada um e daquilo que acha que é o melhor para si, se lhe pode trazer consequências boas ou más e se pode triunfar com elas ou não.